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Quantas frases um escritor precisa escrever antes de ser chamado de escritor? Quantas vidas ele precisa viver até que nasça como um?

É preciso entrar nas tecnicidades do termo?

Mesmo, higienicamente, devorando quadrinhos durante a infância, nunca fui bom escritor. Digo sem falsa modéstia e sem intenções subliminares.

Por isso, me pergunto, se eu não fosse eu, eu me chamaria de escritor?

Só é escritor quem escreve livros ou o título é concedido a qualquer um que possua a habilidade de escrita e a exerça frequentemente? Que frequência é essa?

É essencial sentir prazer na palavra escrita para tal? Isso nunca passou nem perto de acontecer comigo. O que ajuda a justificar, mesmo que apenas em parte, meu desempenho pífio nas redações escolares — viu, mãe?

Escritas secretas em diários contam ou é necessário mais do que a própria consciência como audiência?

A qualidade da escrita é critério técnico para a definição? Quem julga? E quem julga o que julga?

As respostas, meus amigos, estão soprando ao vento.

Pigs don’t fly, never say die

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