Você vai amar

Photo by Raisa Milova on Unsplash

Eis a verdade, você não é especial.

Você não é o príncipe do Egito e não é o Alecrim Dourado. Aceite, simplesmente não é o escolhido e nem o iluminado. Você não é o Bruce Lee do Maranhão ou o matador das cinco estrelas.

Você não é o floquinho de neve imaculado. Você não é o ventilador no três, a coca-cola no deserto, o gostosão da tapioca, o herdeiro de sonserina, o filho da Xuxa e nem o bambambam das galáxias. Nada disso.

Não tem forma mais fácil de explicar, mas seus pais iludiram você. Você não é o favorito…


Photo by Ian on Unsplash

Nove, dez, onze, doze… Multiplica por quanto mesmo? 4? Quarenta, cinquenta e pouco?

50 batimentos por minuto. O que isso quer dizer? É baixo, né? Eu sabia, tou morrendo!

Recomponha-se, homem de deus! Não dá pra morrer de overdose disso. Olha o Marcelo D2 aí.

Ou dá? Foi assim que a Cássia Éller morreu? Ou foi o Jimmy Hendrix? Jimmy Hendryx morreu?

Eu sou o próximo. Qual minha idade mesmo?

Consigo até ver a manchete nos jornais de amanhã: "Jovem é encontrado morto em uma tragédia de carnaval".

O que minha mãe vai achar de mim, Jesus? E agora? Eu…


Photo by Matt Duncan on Unsplash

O que uma pessoa precisa escrever antes de ser chamada de escritora?

É preciso entrar nas tecnicidades do termo?

Mesmo, higienicamente, devorando quadrinhos durante a infância, nunca fui bom escritor. Digo sem falsa modéstia e sem intenções subliminares.

Por isso, me pergunto, se eu não fosse eu, eu me chamaria de escritor?

Só é escritor quem escreve livros ou o título é concedido a qualquer um que possua a habilidade de escrita e a exerça frequentemente? Que frequência é essa?

É essencial sentir prazer na palavra escrita para tal? Isso nunca passou nem perto de acontecer comigo. …


Doutor destino

Photo by Alessio Zaccaria on Unsplash

Acho engraçado como o termo "algoritmo" tomou conotações poderosas ultimamente. Hoje, o Algoritmo™ é tratado como uma espécie de deus do mundo contemporâneo. Quem tudo pode e tudo sabe. Divindade digital de sabedoria inquestionável e temperamento implacável.

"O algoritmo do Facebook fez isso" ou "O algoritmo do Instagram não permite aquilo"…

É até hilário saber que, no imaginário popular, o Algoritmo figura como a entidade ululante por trás das redes sociais capaz de decidir o futuro de todos com um simples estalar de dedos.

Um mestre das marionetes que tem brincado com o destino da humanidade. Ser cósmico onipresente acusado…


A beleza e o propósito

Parla

Ecce Homo

No ano de 2012, a pacata cidade Borja, na Espanha, e o mundo das artes foram violentamente chacoalhados com uma inovadora restauração.

Uma singela idosa, como muitos de vocês sabem, resolveu restaurar a antiga obra religiosa Ecce Homo por conta própria, “sem pedir permissão”, mas “com boas intenções”. O detalhe é que restaurações, digamos, não são o ponto forte do seu talento e ela tinha consciência disso.

Ela contava com sua fé inabalável e esperava que isso fosse suficiente para que uma incorporação divina tomasse seu corpo e a inspirasse na restauração, à la Patrick Swayze e Whoopi Goldberg no…


Um estudo de implementação de sistemas reativos

Topericídio Gaiden

A essa altura do campeonato não é mais novidade para ninguém que sou um grande fã de sistemas reativos. Ou pelo menos não deveria ser.

Se isso ainda não está explícito, permita-me me apresentar: Oi, sou o Virgs e eu amo sistemas reativos e odeio sistemas proativos. Ah, além de nutrir esse ódio voraz, escrevi os seguintes textos a respeito:

Como podem perceber, destilar meu ódio sobre o assunto é meio que um hobby pra mim e serve para aliviar minhas tensões.

Esse texto é mais um desses com propósito terapêutico e começa com uma simples pergunta: como seria desenvolver…


E eu que ainda estou pior?

Está em todos os lugares, em todos os momentos, a espera do menor sinal para que possa começar. Engano seu se acha que não tá por dentro, todos nós temos esse chip já instalado de fábrica.

Falo dessa competição implícita na humanidade que participamos e não vemos a hora da próxima rodada começar.

Escrevo porque, apesar de suspeitar que existe há séculos, percebo uma certa intensificação ultimamente.

Pelo bem do método científico, comprove a minha hipótese e da próxima vez que estiver num encontro com os amigos — quando e se sua árdua vida permitir — experimente dizer "terei um…


E como não dizer não

Te vejo lá

— Não tenho muito interesse. Obrigado pela proposta.

— Beleza. Quando quiser, avisa. Lá eu me sinto melhor do que em qualquer lugar. Isso não é psicológico, é real! Como é seu nome mesmo?

— Virgulino. Sim, eu entendo.

— Você já foi lá?

— Com certeza "não".

— Fica na Av. Washington Soares.

— Eita! Bem longe, né?

— Ao lado do novo shopping.

— Ah, acho que já vi.

— Ao lado daquela boite também.

— Sim, sei.

— Depois da farmácia.

— Sei onde é. Longe pra burro. Não gosto muito daquele bairro.

— Mas tem um…


Hacking medium articles statistics page and giving it to the people

Power to the people

Let me tell you, I feel like I am the Robin Hood of the twentieth first century. Except for not stealing anything from anyone and not being an outlaw whatsoever. Oh, and no hood, for god sakes.

You know what? Forget about this whole Robin Hood thing. I don’t know why it came to my head. Let's focus on what matters: Medium Next Generation Stats.

After months of loneliness, disappointment and frustration due to the lack of information of medium’s statistics page, I decided to do it by myself.

Suck it, medium folks who like ignoring emails.

A bit of…


Pálido ponto azul

Domingo, 3 da tarde, sol tinindo.

Pelas frestas da cortina, vejo a piscina plácida de um lado. Do outro, a quadra sedenta por companhia.

Nos outros apartamentos, luzes de televisores refletidas nas paredes. Celulares andando de um lado para o outro. A luz de um quarto acende. Ninguém entra.

No bairro, nas casas que se amontoam, a vista cansa antes de chegar no horizonte. Nenhum ser vivente. Roupas secas no varal e pessoa alguma recolhe. Neca.

Tantas janelas, tantos quartos, tantos apartamentos, prédios e condomínios inteiros, bairros, cidades (…você tem tempo?). Nenhum sinal de vida. Cadê todo mundo?

Nas ruas…

Guilherme "Virgs" Moraes

Pigs don’t fly, never say die

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